AGÔ

 

Foto: Lázaro Roberto

 

A Laroyê é uma espécie de delírio forjado pelas três faces do TEMPO. Convergência multifacetada de olhares sobre uma cidade e o nosso povo, sobre nossas encruzilhadas-labirinto que se ramificam e consagram o nosso território ao ar livre no mundo. 

 

Neste número, artífices da palavra e da imagem, de eclético repertório, a maioria nascida na Bahia ou por ela afetivamente encantada, nos convida a percorrer nuances da nossa identidade mais profunda e algo insondável, a que vibra nas ruas: os becos da nossa feira maior, o baba na praia, as nossas manifestações populares mais espontâneas.

 

Ou ainda, mestres da sedução literária, nos conduzem às sutilezas da avenida Sete dos anos 1990 [logo ali e tão distante], da nossa memória revisitada, das tretas dentro do buzu de Sussuarana aos bares que são redutos de uma esperança que já nem sabemos mais qual é.   

 

Entretanto, a Laroyê não se restringe a limites geográficos nem a recortes temporais. Pelo viés da arte e das ruas da Bahia aqui tudo é possível: a ruptura, o contrafluxo, a reviravolta.

 

À ancestralidade que nos revela o caminho. 

A todas[os] que vieram antes. 

Pedimos licença e agradecemos.

 

Tom Correia [Salvador, Bahia] Escritor-fotógrafo com formação em jornalismo. Assina curadoria de festivais literários. Autor de Unblack Lisbon [2020], Ladeiras, vielas & farrapos [2015], Sob um céu de gris profundo [2011] e Memorial dos medíocres [2002].

 

 

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